Como a Freeland está utilizando a tecnologia da Detego para desmantelar redes de tráfico de animais selvagens

Close-up de um pangolim com escamas marrons em solo seco e arenoso, com a cabeça inclinada em direção ao chão.

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O contexto

A Freeland, uma organização de combate ao tráfico que atua na linha de frente, trabalha em nível global para combater o tráfico de animais selvagens e a exploração humana, apoiando e fortalecendo as capacidades das autoridades responsáveis pela aplicação da lei. Por meio da formação, do treinamento e da coordenação de forças-tarefa interagências, a Freeland ajuda as autoridades a identificar, perseguir e desmantelar redes criminosas envolvidas no comércio ilegal de animais selvagens e de pessoas.

À medida que as redes de tráfico se tornam cada vez mais sofisticadas e dependentes da tecnologia digital, os investigadores se deparam com volumes crescentes de provas digitais complexas, incluindo computadores, dispositivos móveis, mídias removíveis, drones, dispositivos IoT, comunicações e dados criptografados. Isso criou uma necessidade crítica de recursos de perícia digital que permitam aos agentes extrair, analisar e agir rapidamente com base em informações de inteligência em ambientes operacionais e de linha de frente.

Para resolver essa questão, a Freeland vem implementando programas em todo o Sudeste Asiático e na África Oriental, dotando as agências governamentais das ferramentas e técnicas necessárias para combater o tráfico de animais selvagens de forma mais eficaz. Um componente essencial dessas iniciativas é a integração da plataforma de perícia digital Detego, que permite às equipes identificar padrões de tráfico, desvendar cadeias de abastecimento e montar processos judiciais sólidos.

A SOLUÇÃO

Como parte de seus programas de combate ao tráfico, a Freeland incorporou a Plataforma Unificada de Perícia Digital da Detego às suas atividades de apoio operacional e treinamento em campo. Por meio de instrução formal e treinamento prático (OJT), o pessoal adquire as habilidades necessárias para extrair e analisar rapidamente provas digitais no local.

A tecnologia Detego permite que os agentes realizem a aquisição e análise rápidas e com rigor forense de dispositivos apreendidos, incluindo computadores, drones, mídias removíveis e telefones celulares utilizados por suspeitos de tráfico. Sua interface intuitiva e fluxos de trabalho automatizados permitem que usuários com diferentes níveis de conhecimento técnico realizem exames em campo, sem a necessidade de ambientes laboratoriais especializados.

Ao integrar a tecnologia da Detego em seus programas, a Freeland permite que as forças-tarefa vão além dos métodos tradicionais de investigação, utilizando inteligência digital para mapear redes de tráfico, identificar os principais envolvidos e revelar ligações entre operações regionais e internacionais.

O RESULTADO

O uso da tecnologia Detego pela Freeland já está gerando resultados operacionais concretos.

Durante um curso recente de análise de inteligência no sudoeste de Uganda, as autoridades que atuam na fronteira de Bunagana interceptaram duas pessoas que entravam vindas da República Democrática do Congo. Uma revista revelou três tartarugas ameaçadas de extinção escondidas em seu poder, o que levou à prisão imediata delas. Também foram apreendidos telefones celulares como parte da investigação.

Por meio de treinamento prático, as autoridades ugandenses utilizaram a tecnologia da Detego para analisar os dispositivos apreendidos. A análise revelou imagens de marfim de elefante, pangolins vivos e minerais suspeitos de estarem ligados a uma rede de comércio ilegal que opera em várias cidades africanas e se estende até a Ásia.

Essas descobertas indicam que os suspeitos não são criminosos isolados, mas fazem parte de uma rede de tráfico organizada e mais ampla, envolvida no transporte transfronteiriço de espécies selvagens ameaçadas de extinção e recursos naturais.

As investigações estão em andamento, e a Freeland está agora trabalhando para estabelecer uma conexão entre as autoridades da África Oriental e suas contrapartes no Sudeste Asiático, destino de muitas espécies vítimas de tráfico. Com agências de ambas as regiões utilizando atualmente a tecnologia da Detego e planos em andamento para expandir as operações para a América Latina, as equipes estão mais bem equipadas para compartilhar informações e análises, fortalecendo a colaboração transfronteiriça e acelerando os esforços para desarticular e desmantelar as cadeias de abastecimento do tráfico global de vida selvagem.

O trabalho de Freeland no combate ao tráfico tem contado com o apoio do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que tem priorizado a luta contra o crime organizado transnacional.

“As redes de tráfico de animais selvagens operam além das fronteiras e dependem cada vez mais de ferramentas digitais para coordenar suas atividades. Ao equipar os investigadores da linha de frente com tecnologias de ponta, como o Detego, estamos permitindo que eles descubram conexões ocultas, ajam com base em informações de inteligência mais rapidamente e desmantelem essas redes criminosas com maior eficácia.
“Este é um passo fundamental para desmantelar as redes de tráfico e proteger tanto a vida selvagem quanto as comunidades vulneráveis.”  

Steven Galster, fundador da Freeland –